O pão dos filhos e a fome do Pai…

Como qualquer miúdo, os meus filhos pelam-se por actividades culinárias que envolvam farinha, mexer com uma colher de pau ou meter as mãos na massa (literalmente).

São fãs das noites de pizza… os gémeos mais da parte de fazer a pizza e de comer os ingredientes do que comer a pizza pronta, ela de todo o processo, sobretudo a parte de comer a pizza!

Adoram fazer bolachas… aqui o que gostam mesmo é da parte final… comer as bolachas… todas… em menos de nada!!

Desta vez resolvi fazer pão com eles. Já tinha feito outras vezes, mas depois de os deitar.

Tenho feito com base numa receita que encontrei aqui. Fiz apenas metade e substituí a farinha normal por farinha de espelta (que tinha comprado num sítio fantástico, onde se encontra tudo e mais alguma coisa a granel), na esperança de que dê para compensar os cocholates que como.

Assim que perceberam que a coisa envolvia farinha, água e sujar as mãos todos eles quiseram ajudar (ou melhor, participar daquilo que lhes pareceu uma festa)!

Na parte de amassar à mão a cozinha transformou-se num estado de sítio. Despejaram farinha na bancada (ainda estamos a trabalhar a aquisição de conceitos… como é o caso de “um pouco“), puseram as mãos na massa (se a amassaram ou não é que já não sei dizer) e passaram as mãos pela roupa, cara e cabelo… se não fosse a nuvem de farinha que pairava pela cozinha, teriam ficado com uma bela fotografia do seu disfarce de “enfarinhados“.

Depois distos, os gémeos fartaram-se da “brincadeira“. A mais velha voltou quando chegou a altura de dar forma ao pão… ela é que decidiu que seriam bolas e até fez uma bola de pão mais pequena especificamente para ela

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Os miúdos foram para a cama logo depois de pôr os pães no forno e o Pai (ou “o meu filho adolescente“) chegou pouco depois de os tirar do forno, estava eu a adormecer os gémeos.

Juro que demorei pouco mais de 5 minutos… a sério!!! Assim que chego à cozinha tenho este cenário… o meu filho adolescente, que como qualquer adolescente está sempre esganado de fome, engoliu (duvido que tenha tido tempo de mastigar) quase metade dos pães!!!!

E qual foi o pão que ele comeu primeiro? Pois claro… o mais pequeno!! Achou que era apenas um bocado de massa que tinha sobrado, do qual eu tinha feito uma bola pequena…

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Começa-se sempre por algum lado, por isso, cá vai… 

Este blog surge pura e simplesmente porque o Pai achou que seria engraçado termos um espaço para partilharmos com os amigos os inúmeros disparates que os nossos filhos (e o próprio Pai) fazem. Ainda está por apurar quem é que faz mais disparates, o Pai ou os filhos…

O nome vem daí… Grande parte do tempo o Pai mais parece um filho (adolescente) do que um Pai… 

Eu costumo dizer que tenho 4 filhos… O melhor do mais velho é lavar-se, vestir-se e alimentar-se sozinho… De resto dá tanto ou mais trabalho que os restantes 3!


A Margarida tem 4 anos (faz 5 em Setembro e por isso já é, segundo a própria, muito crescida e faz muita coisa sozinha) e é a mais velha (sem contar com o Pai/filho adolescente). Não pára um segundo.. Tem uma energia verdadeiramente inesgotável e está sempre pronta para fazer disparates. Ainda precisa de muito mimo e atenção (e ainda bem), mas é bastante independente. O que ajuda bastante quando se tem mais dois miúdos pequenos em casa. 


Os gémeos (o Afonso e o Francisco) chegaram quase 3 anos depois. Foi (literalmente) um “leve dois pague um”… Acho que ainda não recuperámos completamente do choque. Sempre falámos em termos 3 filhos (para além do “filho” que “arranjei” quando casei), mas um de cada vez. São uns verdadeiros terroristas… Mesmo!!! E sem qualquer noção de perigo. Ter filhos rapazes é muito diferente de ter filhas raparigas. Cospem, atiram coisas, trepam para cima de tudo, mordem-se, empurram-se, mas também são muito mimosos. Sobretudo com a irmã, por quem são loucos!


O Pai (Gonçalo) é o meu “filho adolescente”, também conhecido por marido… Parou no tempo… Algures entre os 15 e os 16 anos. Conhecemo-nos um pouco antes disso, aos 13 anos, num Verão. Durante dois anos tivémos uma paixão de Verão… Uma coisa um bocado à filme… E à filme, ficámos seis anos sem nos vermos, para nos reencontrarmos uma noite, no meio da rua… E cá estamos, 14 anos depois, casados há quase 7 e três filhos. 

Na corrida (muito renhida) para as senhas de adulto responsável lá de casa, ganhei eu e, por isso, cabe-me a mim tentar (nem sempre com sucesso) pôr ordem lá em casa e tentar controlar os disparates para que ninguém (incluindo o “filho mais velho”) se magoe… Claro que muitas vezes também entro nas brincadeiras disparatadas… Não pode ser só o Pai a divertir-se como se fosse uma criança!

Mas o tempo passa para todos, mesmo para quem não quer crescer, e as responsabilidades existem (querendo ou não), todos os dias e a toda a hora… E três filhos implicam muitas responsabilidades, mas também muito tempo, atenção, cuidados, mimo, carinho… Por isso, durante o dia concentramo-nos no trabalho e quando estamos em casa (sempre menos tempo do que gostaríamos) é um frenesim louco para conseguirmos brincar com eles, dar colo, dar banhos e jantares e pôr na cama (que é mais sentar entre as camas dos gémeos a dar a mão aos dois e ficar ao lado da mais velha a ler uma história). Claro está que no pouco (parece sempre tão pouco) tempo que acabamos por estar em casa, tem que haver lugar para o disparate e quando se juntam os 4 – Pai e filhos – é palhaçada garantida e, o mais provável, é que tenha sido o Pai a começar… Se estiverem a saltar em cima da cama, foi o Pai que deixou… Se estiverem a chapinhar e a atirar àgua na banheira, foi o Pai que incentivou… E se eu estiver por perto, primeiro tiro uma fotografia e depois ralho (coisas de adulto responsável).

Resumindo, é isto… Uma família (louca?) com muita energia e sempre pronta para o disparate!

A Mãe