Dias a dois são dias mais longos (os filhos é que parecem não sentir a falta dos Pais)…

Independentemente do número de filhos que se tenha, momentos a dois são sempre importantes… não… são fundamentais!!!

São precisos para namorar, para conversar (sem interrupções) e também para descansar.

E foi o que nós fizemos… deixámos os três miúdos com a minha Mãe e com a minha irmã e lá fomos nós, rumo a Amesterdão! Aproveitámos um feriado para fazer um fim-de-semana grande, voos em operadoras low cost e promoções na estadia.

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Quem sabe, sabe… em vez de sairmos directos de Lisboa, fomos de avião até ao Porto e de lá até Amesterdão – dica preciosa de uma amiga do Porto!! Ficou muito, mas mesmo muito, mais barato! Na volta viemos de comboio… escolha do Gonçalo, que não gosta de andar de avião e 3 viagens em tão pouco tempo chegavam e bastavam. Além do mais, sempre eram “mais 2h30 de namoro” (tenho cá para mim que esta foi mais para me convencer a não arranjar mais um voo… mas resultou!).

 

Gostámos bastante de Amesterdão, mas não adorámos… É uma cidade engraçada, faz-se muito bem a pé e de bicicleta. Como não podia deixar de ser arranjámos duas yellow bikes e fizemos kms (à vontade uns 50 kms) nestes dias em Amesterdão!! Dia e noite sempre a pedalar. Gostei mesmo da ideia de ir para todo o lado de bicicleta. Gostei ainda mais de ver pais a levarem 2 e 3 filhos nas bicicletas. Tinham umas bicicletas giríssimas, com uma espécie de caixa enorme à frente, entre o guiador e a roda dianteira, onde cabiam 2 ou 3 miúdos. Se Lisboa não tivesse desníveis tão grandes arranjava uma bicicleta dessas para levar os meus filhos à escola!

Para quem está habituado a comida portuguesa (sou fã da nossa comida), não é fácil comer em Amesterdão… tudo parecia ter ainda mais gordura e açúcar do que a nossa comida. Não passámos fome, mas dei por mim a pensar muitas vezes num bom bacalhau à Brás ou num belo pastel de nata!

O grande contra da cidade é o custo… tudo é muito caro. É difícil arranjar um café por menos de € 1,50/€ 2,00. Um crepe ou uma waffle na rua são pelo menos € 4,00/€ 4,50 (com chocolate, claro!). Não conseguimos ir ao Museu Van Gogh porque as filas eram gigantes… aliás, em toda a cidade havia filas para tudo… não sei se pela altura do ano, mas Amesterdão estava cheia de gente… a toda a hora e em todo o lado!

Bom, bom, foi podermos passar tanto tempo juntos, conhecermos uma cidade nova e dormirmos sem horas para acordar!!

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Os dias pareceram mais longos… 24h por dia para nós! Passear de dia, passear de noite, sentar num jardim ao pé de um lago, jantar com calma (e perder tempo a escolher o sítio onde jantar), ver (não é olhar de relance) o mercado das flores (e outros que apanhámos pela cidade).

O final é que foi algo atribulado… é nestas alturas que duvido seriamente da minha capacidade de gerir 3 crianças (e, às vezes, mais o Pai)… Quando fomos buscar as bicicletas, o Gonçalo sugeriu (boa sugestão, por sinal) que no último dia, quando fôssemos devolvê-las, levássemos a malas connosco. O plano era deixar as malas na estação central, dar mais uma volta pela cidade e apanhar o comboio para o aeroporto.

Um plano espectacular, não fosse o facto de eu estar convencida que tínhamos avião às 14h40, quando na verdade era às 12h50!! Fiz o check out calmamente, enquanto o Gonçalo prendia as malas nas bicicletas. Estava a sair do hotel, quando decidi verificar a hora do voo… a partir entrámos em “modo pânico”. Estávamos a mais de 5 kms do sítio onde tínhamos que entregar as bicicletas e eram 10h e pouco… Toca de subir para cima das bicicletas e pedalar freneticamente. Os sinais vermelhos serviam para confirmar o mapa. Fomos lá dar direitinhos (apesar da admiração do Gonçalo – mas mapas e orientação é comigo!)… deixámos as bicicletas e pagámos os dois dias de aluguer, agarrámos nas malas e toca e seguir para a estação central (que, sorte das sortes, era perto da Yellow Bike) em passo bem rápido para apanhar um comboio que nos levasse ao aeroporto. Até à estação central foi rápido e também foi rápido até chegar um comboio… Apesar de tudo isto conseguimos chegar ao aeroporto 1 hora antes… deu tempo para um café (o desgraçado do Gonçalo nem café tinha conseguido tomar ainda).

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Chegámos antes do jantar a Lisboa e fomos buscar os miúdos… a mais velha fez uma festa enorme, mas disse logo que queria ficar mais um dia em casa da Avó (até chorou quando saímos)… os gémeos olharam para nós e continuaram a ver desenhos animados como se nada tivesse acontecido…

E é isto… um Pai e uma Mãe tristes por deixarem os filhos tantos dias para uma recepção destas…

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