Sabedoria de irmã mais velha #1

Ter uma filha com 5 anos é ter entrada livre para sessões contínuas de lições de vida.

Tenho tido várias, mas só agora me ocorreu o que se perdia por não registar estas notas de sabedoria preciosas. 

A última foi há dias. 

Contexto: os irmãos estavam a brincar com um brinquedo qualquer que lhe chamou a atenção (já nem me lembro o que era). Como também queria brincar, começou por perguntar se lhe emprestavam o brinquedo. Os irmãos, que parecem não conhecer outra palavra, responderam com um redondo “não”. Vai daí sai-se com esta: “Manos, têm que partilhar. A mana também partilha o vosso quarto convosco.”

Como? Ficaram a pensar, não ficaram? Eu, pelo menos, fiquei…

E é isto… O que se sabe aos 5 anos!!

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Novas tradições

Gosto de novas tradições. Gosto de programas em família que fazemos por repetir. Um desses programas é a ida ao Jardim Zoológico. Desde que a a mais velha tem um ano temos ido todos os anos. No ano passado acabámos por não ir… Ora porque os gémeos ainda eram pequenos, ora porque não conseguimos arranjar um buraquinho no meio dos inúmeros eventos sociais da mais velha (a agenda social dela é bem mais preenchida do que a dos pais…). Por isso mesmo, este ano tínhamos mesmo que ir ao Jardim Zoológico. Ainda por cima com 2 anos os gémeos já iam gostar muito deste passeio (com a vantagem de não pagarem entrada).

Antes que o Outono chegasse a sério, aproveitámos um feriado para retomar esta nossa nova tradição.

O Jardim Zoológico é um sítio onde gosto sempre de voltar. Gosto de ver e conhecer os inúmeros animais que o zoo tem, mas sobretudo gosto da reacção dos miúdos quando vêem tantos animais, animais que não podemos (sem sair do nosso país) ver noutro lugar.

A mais velha, como sempre, adorou! Este ano ia focada nas chitas (o poder dos desenhos animados) e não descansou enquanto não fomos até lá… Ao lado oposto do zoo… Ficou maravilhada!! Bem chamava pelas chitas, mas elas, do lado de lá do vidro, continuavam deitadas, a descansar (que inveja!!).

Os gémeos fizeram sestas à vez e por isso não viram todos os animais ao mesmo tempo, mas viram os que identificam melhor – as girafas, os elefantes, os ursos e os macacos (claramente os preferidos… sobretudo quando fazem “macacadas”). No fim fomos ver o espectáculo dos golfinhos e das focas. Todos gostámos! A Margarida já tinha visto, mas os gémeos não e arregalavam os olhos de cada vez que os golfinhos saltavam ou de cada vez que se chegavam à borda da piscina. Antes de aparecerem os golfinhos os miúdos começavam a dar sinais do cansaço de uma tarde inteira a percorrer o Jardim Zoológico de um lado ao outro… menos o Francisco. Todos eles gostam de dançar e o Francisco decidiu que aqueles minutos de espera eram o momento ideal para mostrar os seus dotes de dançarino. Ao som da música ambiente (bem mexida, por sinal), pôs-se em pé no banco da frente e fartou-se de se abanar e de dar ao pé.

Na saída ainda encontrámos uma amiga muito querida (que tem uma filha com menos um dia que os gémeos), o que deu para matar saudades!

E foi isto… um dia cheio, mas 5 estrelas!!! Gosto mesmo de novas tradições… daquelas que nos deixam cansados, mas felizes!!

Orgulhosamente filha!

07/10/2016

Já passou um ano… Um ano e duas semanas… Foi um ano difícil, triste e cansativo. Foram muitos os obstáculos e as dificuldades que tivemos que ultrapassar. Aguentámos… Mais e melhor do que seria de esperar. Aprendemos a aceitar as rasteiras da vida. Aprendemos a gozar as alegrias no meio da adversidade.Por isso digo que, ao fim destes 365 dias, somos três mulheres ainda (mais) fortes, independentes e resistentes.

A minha Mãe porque é e sempre foi uma mulher de fibra e que eu, também por isso, admiro profundamente. Nós porque temos uma Mãe e (ainda e sempre) temos um Pai que nos educaram (e continuam a fazê-lo todos os dias) para sermos mulheres fortes e a olhar a vida de frente, sem medo e com coragem.