Uma precisa de óculos para ler, outro de hidratar a pele e o terceiro de um sítio cómodo para se sentar a descansar…

Os finais de tarde apesar de curtos (duas a três horas que passam a correr até à hora de os deitar), dão para muita coisa – brincadeiras, mimos, colo, birras, banho… E ainda assim há tempo para os miúdos tentarem resolver as suas necessidades momentâneas da melhor maneira possível.

No outro dia (não me lembro qual, nem me lembro se tudo isto aconteceu no mesmo dia), a Margarida informou-me que precisava de óculos para ler. A solução? Óculos escuros…


O Afonso não encontrava um sítio confortável para se sentar a comer a sua bolacha sossegado e resolveu o assunto, sentando-se no chão da cozinha (que está frio que se farta à conta do tempo que tem estado), debaixo da cadeira da papa. O miúdo até tem razão… A probabilidade de o chatearem ali é muito menor do que se estivesse sentado noutro sítio. 

O Francisco, pelos vistos, sente que tem a pele seca… Como o miúdo até é despachado não ficou à espera que eu lhe arranjasse creme e resolveu o assunto besuntando-se de fruta passada. Que tirava de onde… Da boca de cada vez que lhe dava uma colher. 

O importante é que os miúdos não se acanhem e resolvam os problemas que tenham!

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Não sei se não compreendo os bebés (rapazes) ou os homens em geral

Hoje dormi parte da noite no chão… E não, não foi por causa do Pai, mas por causa do Afonso (sobretudo) e do Francisco. E não, não estavam doentes, nem com dores de dentes (nem nada que se pareça). Também não estavam com fome (digo eu, mas os miúdos estão a transformar-se em pequenas “debulhadoras”). 

Dormi parte da noite no chão porque, depois de me levantar de hora a hora para dar um biberão à 01:00, pôr chuchas, dar colo, dar a mão… estava farta do levanta-deita-levanta e do frio que estava a apanhar no meio disto tudo. Lá para as 4:30 fui buscar a minha almofada e duas mantas. Pus uma por cima do tapete do quarto, pus a minha almofada ao meio e deitei os miúdos por cima, um de cada lado. Resultado… Adormeceram em três segundos (literalmente), mais depressa do que se estivessem na minha cama. E dormiram tão ferrados o resto da noite que nem os ouvia respirar e estava mesmo ali…

As restantes pouco mais de duas horas de sono que tive dormi pessimamente, claro!!! Apesar de eles terem ferrado no sono, não quis deixá-los a dormir sozinhos no chão e resolvi ficar. Não podia ter sido mais indiferente eu estar ou não… Viraram-se para o lado oposto e dormiram. 

Não percebo o que é que eles veêm no chão, mas eu prefiro a cama (ou o sofá – nada como adormecer no sofá a fingir que se vê televisão). 

De manhã, quando me levantei (do chão), estava mais torta do que um cabide. E eles? Eles continuavam a dormir… Tão bem como qualquer um dorme numa cama!

Se a esta noite lhes der para o mesmo podem dormir no chão e eu na minha cama e todos dormimos felizes e sem peso na consciência (eu, claro, porque eles vão estar a dormir demasiado bem para qualquer outra coisa).

Começa-se sempre por algum lado, por isso, cá vai… 

Este blog surge pura e simplesmente porque o Pai achou que seria engraçado termos um espaço para partilharmos com os amigos os inúmeros disparates que os nossos filhos (e o próprio Pai) fazem. Ainda está por apurar quem é que faz mais disparates, o Pai ou os filhos…

O nome vem daí… Grande parte do tempo o Pai mais parece um filho (adolescente) do que um Pai… 

Eu costumo dizer que tenho 4 filhos… O melhor do mais velho é lavar-se, vestir-se e alimentar-se sozinho… De resto dá tanto ou mais trabalho que os restantes 3!


A Margarida tem 4 anos (faz 5 em Setembro e por isso já é, segundo a própria, muito crescida e faz muita coisa sozinha) e é a mais velha (sem contar com o Pai/filho adolescente). Não pára um segundo.. Tem uma energia verdadeiramente inesgotável e está sempre pronta para fazer disparates. Ainda precisa de muito mimo e atenção (e ainda bem), mas é bastante independente. O que ajuda bastante quando se tem mais dois miúdos pequenos em casa. 


Os gémeos (o Afonso e o Francisco) chegaram quase 3 anos depois. Foi (literalmente) um “leve dois pague um”… Acho que ainda não recuperámos completamente do choque. Sempre falámos em termos 3 filhos (para além do “filho” que “arranjei” quando casei), mas um de cada vez. São uns verdadeiros terroristas… Mesmo!!! E sem qualquer noção de perigo. Ter filhos rapazes é muito diferente de ter filhas raparigas. Cospem, atiram coisas, trepam para cima de tudo, mordem-se, empurram-se, mas também são muito mimosos. Sobretudo com a irmã, por quem são loucos!


O Pai (Gonçalo) é o meu “filho adolescente”, também conhecido por marido… Parou no tempo… Algures entre os 15 e os 16 anos. Conhecemo-nos um pouco antes disso, aos 13 anos, num Verão. Durante dois anos tivémos uma paixão de Verão… Uma coisa um bocado à filme… E à filme, ficámos seis anos sem nos vermos, para nos reencontrarmos uma noite, no meio da rua… E cá estamos, 14 anos depois, casados há quase 7 e três filhos. 

Na corrida (muito renhida) para as senhas de adulto responsável lá de casa, ganhei eu e, por isso, cabe-me a mim tentar (nem sempre com sucesso) pôr ordem lá em casa e tentar controlar os disparates para que ninguém (incluindo o “filho mais velho”) se magoe… Claro que muitas vezes também entro nas brincadeiras disparatadas… Não pode ser só o Pai a divertir-se como se fosse uma criança!

Mas o tempo passa para todos, mesmo para quem não quer crescer, e as responsabilidades existem (querendo ou não), todos os dias e a toda a hora… E três filhos implicam muitas responsabilidades, mas também muito tempo, atenção, cuidados, mimo, carinho… Por isso, durante o dia concentramo-nos no trabalho e quando estamos em casa (sempre menos tempo do que gostaríamos) é um frenesim louco para conseguirmos brincar com eles, dar colo, dar banhos e jantares e pôr na cama (que é mais sentar entre as camas dos gémeos a dar a mão aos dois e ficar ao lado da mais velha a ler uma história). Claro está que no pouco (parece sempre tão pouco) tempo que acabamos por estar em casa, tem que haver lugar para o disparate e quando se juntam os 4 – Pai e filhos – é palhaçada garantida e, o mais provável, é que tenha sido o Pai a começar… Se estiverem a saltar em cima da cama, foi o Pai que deixou… Se estiverem a chapinhar e a atirar àgua na banheira, foi o Pai que incentivou… E se eu estiver por perto, primeiro tiro uma fotografia e depois ralho (coisas de adulto responsável).

Resumindo, é isto… Uma família (louca?) com muita energia e sempre pronta para o disparate!

A Mãe